Jogos Paralímpicos de Inverno retornam à Itália em 2026 com recorde de atletas brasileiros

O Brasil chega aos Jogos de Inverno na Itália com sua maior participação da história, somando oito atletas.

          Seis décadas após a primeira edição, os Jogos Paralímpicos voltam ao seu país de origem, a Itália, desta vez nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, que receberão delegações de diversos países entre os dias 6 e 15 de março. Ao todo, serão seis modalidades. Duas delas contarão com a participação de atletas brasileiros: Esqui Cross-Country e Snowboard. O Esqui Cross-Country é uma prova de resistência em longas distâncias na neve, enquanto o Snowboard reúne provas de velocidade e técnica em descidas.

          Segundo reportagem do Globo Esporte, por conta da evidente distinção climática, grande parte dos treinos dos atletas brasileiros acontece fora do Brasil, em centros de neve, ou em treinos específicos no país usando roller skis, que simulam o esqui em asfalto e ajudam na preparação física e técnica quando não há neve disponível. Essa adaptação permite que os atletas mantenham o alto nível de desempenho, mesmo diante das limitações de infraestrutura, garantindo que cheguem às competições prontos para competir nas pistas oficiais.

          As Paralimpíadas surgiram visando reabilitar soldados feridos durante a Segunda Guerra Mundial e, com o tempo, evoluíram para um movimento esportivo internacional muito maior, no qual tem como intuito promover a inclusão de pessoas com deficiência. A primeira edição do evento ocorreu em 1960, na capital da Itália, Roma, reunindo 23 países que competiram em oito modalidades. Ao longo dos anos, foram incluídos outros tipos de deficiência, como, por exemplo, física, visual e intelectual, o que contribuiu para o aumento do número de atletas e países ao longo das edições, consolidando a importância do evento no cenário esportivo internacional.
          Este ano, o Brasil entra na competição com um número recorde de oito atletas convocados, sendo eles:

Esqui Cross-Country: Aline Rocha e Elena Regina (feminino); Cristian Ribera, Guilherme Cruz Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva (masculino).
Snowboard: Vitória Machado (feminino) e André Barbieri (masculino).

          A marca histórica do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno evidencia o progresso técnico dos atletas, o fortalecimento das políticas de inclusão e o crescimento do esporte no país, consolidando uma base sólida para que futuras gerações alcancem ainda mais destaque no cenário internacional.

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