Da criação da SBPC aos tratamentos inovadores do século XXI, a pesquisa científica segue impactando milhares de brasileiros.
Por: Manuela Mineiro & Douglas Ferreira.
No dia 8 de julho de 1948, em São Paulo, foi criada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) por um grupo de cientistas, inspirada em sociedades que já existiam na Europa. A criação dessa instituição foi um marco tão importante para o Brasil que hoje a data é reconhecida como “O Dia Nacional da Ciência“.
De 1948 a 2026, a ciência brasileira progrediu constantemente, recebendo reconhecimento internacional. Em 1976, por exemplo, o teste do pezinho foi introduzido na triagem neonatal brasileira, tornando o país pioneiro na América do Sul em sua implementação. Esse exame é de suma importância para a saúde do bebê, como indicado pelo blog Click Inclusão, na matéria: “50 Anos de Teste do Pezinho: Meio Século de Cuidado com o Futuro dos Bebês”. “A partir desse teste, é possível detectar em tempo hábil uma série de doenças genéticas e metabólicas que podem comprometer o desenvolvimento desses bebês”, explica a publicação.
Mais recentemente, em janeiro de 2026, a bióloga brasileira Tatiana Sampaio apresentou os resultados de uma pesquisa desenvolvida ao longo de 25 anos: A Polilaminina. Uma substância promissora para a regeneração da medula espinhal, extraída a partir de uma substância presente na placenta, como citado pelo blog na semana do Dia da Mulher. Graças a esse avanço científico, Bruno Drummond Freitas, bancário de 31 anos, que ficou tetraplégico após um acidente de trânsito em 2018, voltou a andar.
“Fraturei a coluna na altura do pescoço e perdi completamente o controle de braços e pernas. Minhas expectativas estavam muito baixas. Foi quando a medicação começou a surtir efeito. No primeiro mês, consegui mexer o dedão do pé. Depois, a musculatura da perna voltou a funcionar. E, por fim, os braços. Todo o processo durou aproximadamente um ano”, explicou ao portal “Viva Bem UOL”.
Em março deste ano, Tatiana recebeu o prêmio “Mulher do Ano” e, em seu discurso, destacou com firmeza o verdadeiro valor da ciência no Brasil, ressaltando que fazer pesquisa no país é, acima de tudo, “um ato de resistência, coragem e compromisso com a transformação social”.
A descoberta da bióloga e seu reconhecimento mundial foram apenas um dos muitos avanços já alcançados pela ciência brasileira. Conforme indicado pela Sociedade do Pediatra do Estado do Rio de Janeiro, os tratamentos genéticos também avançam rapidamente com a aprovação de terapias inovadoras, como a substituição de genes ausentes ou a modulação da expressão gênica patológica, além do sucesso das impressões de próteses 3D, por um baixo custo, na recuperação de milhares de pacientes.
Do teste do pezinho às terapias genéticas e aos avanços na recuperação de lesões medulares, a ciência brasileira demonstra como o investimento em pesquisa transforma vidas, promove inclusão e amplia oportunidades. Celebrar o Dia Nacional da Ciência é também reconhecer o trabalho de pesquisadores que seguem produzindo conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento e o futuro da sociedade.


