TV 3.0 e acessibilidade: o que esperar da televisão do futuro?

TV 3.0 E ACESSIBILIDADE

Alexia Alves explica como a inteligência artificial e novas tecnologias podem ampliar o acesso ao audiovisual. Por: Redação Click Inclusão. Desde a chegada da televisão ao Brasil, em 1950, com a TV Tupi, o audiovisual passou por grandes transformações, acompanhando o avanço da tecnologia e a crescente necessidade de tornar seus conteúdos acessíveis a diferentes públicos. É nesse cenário de mudanças e inclusão que Gabriel Derisio, apresentador do podcast “Conectar Marketing”, conversa com a especialista em acessibilidade Alexia Alves, coordenadora de produção da SHOWCASE, sobre o futuro da televisão. Confira a entrevista:   [GABRIEL] “A TV ainda é o maior tipo de investimento de produção no Brasil. E, com 14 milhões de pessoas com deficiência, quanto mais acessível, melhor. Você acha que as produtoras têm pensado na acessibilidade ou fazem mais por uma obrigação da lei?” [ALEXIA] “A sociedade atual está muito mais preocupada em tornar tudo mais acessível, e em todos os lugares. Então, mesmo que a pessoa não seja usuária dos recursos de acessibilidade, saber que o evento que você está indo ou a empresa em que você trabalha tem essa preocupação é um ganho também para as marcas, não só uma obrigatoriedade […] Um exemplo negativo disso foi quando o jogo “The Last of Us” virou série, pois o jogo foi feito com o maior nível de acessibilidade, mas, quando virou série, foi exibido sem nenhum tipo de acessibilidade. E aí, pra você ver como a sociedade está empenhada em fazer essa cobrança, ele foi muito criticado. […] Existe uma cobrança social e não só obrigações legais.”   [GABRIEL] “É interessante pensarmos por esse viés, com 14 milhões de pessoas a mais, o lucro é maior para a empresa também, certo?” [ALEXIA] “Eu acho que não só o fato de vender, mas o fato de você conseguir promover eventos inclusivos, não é? […]  E também, pensando principalmente em TV, essa mesma pesquisa de acessibilidade mostra que também o próprio público deficiente tem dificuldade de acessar os recursos. Muita gente não sabe que existe. O público geral, sem deficiência, não sabe para que serve audiodescrição, closed caption, e o próprio público com deficiência às vezes não sabe acessar o recurso ainda. Então, precisa melhorar também a experiência. […] Vou falar de uma marca X. Como isso está no controle remoto? Está acessível no controle remoto? Tem alguns controles que já vêm até com os closed captions e audiodescrição livres e é só você clicar e já ativa na televisão. Mas tem alguns que parecem um labirinto, que eu mesma fico procurando e procurando e não acho.”   [GABRIEL] “Hoje, tanto para uma obra ao vivo ou gravada, quais são as principais ferramentas de acessibilidade que temos? Audiodescrição, Closed Caption e Libras?” [ALEXIA] “Vou falar um pouquinho dos três. O Closed Caption talvez seja o mais conhecido, porque é aquela legenda com fundinho preto, que tem, geralmente, indicação de falante, indicação sonora, que é realmente para alguém com deficiência auditiva ou baixa audição. A audiodescrição é voltada para pessoas com deficiência visual, neurodivergentes. Ela é uma descrição do que estamos vendo. Uma descrição de espaço, de personagens, das características físicas das pessoas, das ações. E Libras é a língua brasileira de sinais, também focada para pessoas com deficiência auditiva.   [GABRIEL] “E você falou em cinema, vocês têm um aplicativo também, né? O Trio Cinema.” [ALEXIA] “No aplicativo da Showcase, o Trio Cinema, você tem um catálogo de filmes. A distribuidora contrata a Showcase para colocar os filmes nesse aplicativo. E, quando a pessoa vai à sala de cinema, ela vai lá no aplicativo, baixa a acessibilidade que ela precisa, ao chegar na sala de cinema, quando inicia o filme, ela entra no aplicativo e pede para sincronizar, e aí automaticamente, do seu próprio celular, você consegue acompanhar o filme com a acessibilidade que você precisa.”   [GABRIEL] “Eu estava pensando aqui, você falando principalmente de eventos, não só do cinema, né? Porque, assim, quando a gente fala em acessibilidade, não é só acessibilidade PCD, né? Também tem acessibilidade, por exemplo, no evento, para quem está ouvindo uma palestra de outro idioma, né?” [ALEXIA] “Sim, com certeza! Pensando muito nisso, e junto com a Inteligência Artificial, desenvolvemos uma solução que faz tanto legenda de português para português, como também fornece legenda de tradução de qualquer idioma, […] com seis segundos de delay. É super rápido, em um nível de assertividade muito alto.”   [GABRIEL] “Você tem a perspectiva de uma TV 100% acessível nos próximos anos?” [ALEXIA] “Do ponto de vista da acessibilidade, a TV 3.0 é uma promessa muito boa, né? Porém, a gente tem algumas incógnitas. Como isso vai ser distribuído? Quem vai ter acesso a isso? Vai ser distribuído de que forma, né? Você vai ter um conversor, vai ter uma distribuição gratuita, vai ter que comprar, qual vai ser o preço? […] Então, eu acho sim que tem uma promessa de melhorar muito a questão de acessibilidade, mas eu acho que tem esse gargalo, né? Como isso vai ser distribuído.”   [GABRIEL] “A Inteligência Artificial está diminuindo os custos dessas implementações de acessibilidade?” [ALEXIA] “Sim. A Showcase usa a Inteligência Artificial desde que a gente começou. […] A gente entrou no mercado fazendo uma inovação técnica por conta da “Rede Neural”. E aí a gente conseguiu crescer nesse sentido. Antigamente o closed caption era feito por relocução humana. Hoje a gente já usa a Inteligência Artificial, que faz o reconhecimento de palavras. Claro, sempre tem um trabalho humano de qualidade, de validação, de abastecimento de dados. Então, assim, não é 100% inteligência artificial.”   [GABRIEL] “A gente tem várias tecnologias novas. Os deficientes participam desse desenvolvimento? Passa pelo crivo deles?” [ALEXIA] “Tem que passar, o certo é passar. Quando a gente vai desenvolver um aplicativo, a gente tem que convidar ou contratar alguém para validar esse aplicativo. […] No mundo ideal, é que tenham, sim, profissionais que sejam usuários daquela solução que a gente está fazendo.”   [GABRIEL] “Pensando em grandes empresas, o que a

Pressione Start para a Inclusão: O Papel da Mídia e da Tecnologia no Acesso aos Games

Click videogame

De um jogo criado para pessoas com “diferentes habilidades” até à Gamescom: A Longa Jornada da Acessibilidade nos Games. Por: Manuela Mineiro e Douglas Ferreira. Em 1950, o físico e engenheiro canadense Josef Kates criou o primeiro jogo considerado acessível da história, o “Bertie The Brain”, uma espécie de “jogo da velha”, mas simulado por um computador de quatro metros de altura com uma inteligência artificial. Segundo especialistas da época, essa criação foi a primeira a incluir níveis de dificuldade, permitindo que o jogo fosse ajustado para pessoas com “diferentes habilidades”. De lá para cá, 76 anos se passaram, e o conceito de jogos e de inclusão evoluiu radicalmente, como é mostrado pela PlayStation no lançamento de The Last Of Us – Parte II, em 2020: “Desde o começo, o objetivo da Naughty Dog sempre foi proporcionar ao maior número possível de jogadores a oportunidade de vivenciar o jogo com os recursos de acessibilidade mais robustos existentes. The Last of Us Parte II inclui mais de 60 configurações de acessibilidade, com opções adicionais focadas na motricidade fina e na audição, além de recursos completamente novos para deficientes visuais”, diz nota da empresa. Dentro do jogo, configurações de acessibilidade visual, auditiva e motora podem ser ativadas conforme a necessidade de jogadores cegos ou com pouca visão; surdos ou com perda auditiva; e com deficiência motora. No último final de semana, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, aconteceu um dos maiores eventos de game do mundo: a Gamescom, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo. Com recorde de público e já consolidada como o maior evento de games da América Latina, a feira reuniu novidades do mercado, palestras e discussões ao vivo sobre o futuro dos jogos, além de partidas entre o público. Para que o máximo de pessoas possa se beneficiar com essas mudanças, é primordial que a forma de divulgação também seja acessível. E, para essa tarefa, o evento contou com a ShowCase, que contribuiu com closed caption ao vivo e tradução simultânea, levando acessibilidade e tecnologia para cada vez mais pessoas. É necessário esforço contínuo por parte da mídia e dos jogadores para que a acessibilidade em games continue evoluindo e o mundo dos games se transforme em algo acessível para todos.

Trabalho Híbrido e Acessibilidade: Novas perspectivas para a inclusão

Trabalho Híbrido e Acessibilidade

Como as inovações tecnológicas ampliam o debate sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no ambiente corporativo. Por: Andreza Pereira e Douglas Ferreira Atualmente, estima-se que cerca de 545,9 mil trabalhadores com deficiência estejam inseridos no mercado formal, segundo dados do eSocial. Esse número está relacionado à implementação e à fiscalização da Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91), que estabelece a obrigatoriedade de contratação por empresas com mais de 100 colaboradores. No entanto, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, indicam que a participação dessa população no mercado de trabalho ainda é significativamente inferior à da população sem deficiência, evidenciando que, apesar dos avanços legais, a inclusão ainda não ocorre de forma plenamente equitativa. Nesse contexto, mudanças na dinâmica de trabalho possibilitam que os debates sobre acessibilidade avancem para além do ambiente físico das empresas. A consolidação da tecnologia assistiva como pilar central da jornada laboral possibilitou que a inclusão fosse repensada a partir de novas perspectivas, levando em consideração não apenas a estrutura física, mas, principalmente, as interações e ferramentas digitais que eliminam barreiras de comunicação e execução de tarefas. Sendo assim, a acessibilidade digital assume um papel estratégico para que essa inclusão seja efetiva. O uso constante de plataformas colaborativas e diversas ferramentas de comunicação exige a adoção de recursos que garantam o entendimento claro de informações, como, por exemplo, a disponibilização de legendas automáticas e softwares de reconhecimento de voz, garantindo pleno acesso à vasta diversidade de formatos de interação. A promoção da acessibilidade corporativa por meio de soluções tecnológicas vai além da inserção de ferramentas inclusivas, mas, sobretudo, do desenvolvimento de uma cultura organizacional voltada para a diversidade e equidade. Integrando essas práticas, as empresas garantem a inclusão de pessoas com deficiência e contribuem para a formação de um espaço inovador, colaborativo e alinhado às novas tendências do mercado de trabalho.

TRIO CINEMA: tecnologia assistiva na democratização do acesso à sétima arte

TRIO CINEMA

O lançamento do aplicativo traz uma nova perspectiva acerca da acessibilidade diante da vivência cinematográfica. Por Andreza Pereira e Douglas Ferreira.        O avanço constante da tecnologia tem permitido que cada vez mais pessoas tenham acesso a conteúdos audiovisuais e culturais. Hoje em dia, aplicativos como o TRIO, desenvolvido pela ShowCase, permitem uma experiência personalizada, adaptada às necessidades de cada usuário em eventos e outros espaços culturais. Pensando nisso, recentemente foi desenvolvido o TRIO CINEMA, uma nova plataforma criada especialmente para aprimorar a experiência no ambiente cinematográfico.        Nathan Florencio, desenvolvedor da ShowCase e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo, explica que o TRIO CINEMA conta com interface mais escura, o que facilita o uso em ambientes com pouca luz, como, por exemplo, uma sala de cinema. Além disso, o TRIO CINEMA foi desenvolvido com “Framework Expo”, uma base pronta que funciona como um “kit de ferramentas” e oferece funções que incluem bibliotecas de internet, gerenciamento de arquivos do celular, roteamento das telas e entre outras funcionalidades. Na prática, isso tornou o processo de desenvolvimento mais ágil e simples.        Em relação à navegabilidade, a plataforma possui uma aba que mostra os últimos arquivos de acessibilidade baixados. Após 24 horas da instalação, todo o material é excluído automaticamente, visando não ocupar tanta memória do usuário final. A audiodescritora Ana Beatriz Ramos comenta que o aplicativo é simples e de uso intuitivo: “Após sincronizar a sua acessibilidade com o início do filme, caso seja necessário sair e retornar à sala por algum motivo, é possível sincronizar novamente de forma rápida, sem perder o plot.”        Em suma, para além do acesso ao entretenimento, o TRIO ajuda o cinema a desempenhar um papel fundamental na redução de abismos sociais, democratizando esses espaços. No entanto, Ana conclui afirmando que o setor precisa seguir investindo em suporte técnico e assumir a responsabilidade pela oferta de recursos inclusivos:      “Em um país marcado pela desigualdade social, o cinema deve oferecer equipamentos de acessibilidade, com o objetivo de acolher aqueles que não possuem acesso por meio de aparelhos celulares”, afirma a especialista. Para ela, a união de esforços é o único caminho para que a cultura audiovisual alcance todos os brasileiros.

Tecnologia e Autonomia: Um Guia de Apps de Acessibilidade Audiovisual

A tecnologia tem sido uma grande aliada na promoção da acessibilidade cultural e audiovisual. Hoje, diversos aplicativos permitem que pessoas com deficiência visual ou auditiva tenham uma experiência mais completa em cinemas, eventos e conteúdos audiovisuais em geral. A seguir, reunimos alguns dos principais aplicativos de acessibilidade disponíveis no mercado — com destaque especial para uma solução brasileira que vai além do cinema. Entre os mais conhecidos está o MovieReading, bastante popular no Brasil. O aplicativo permite que o usuário baixe previamente os recursos de acessibilidade — Libras, legendas e audiodescrição — antes de ir ao cinema. Após o download, ele funciona de forma totalmente offline, sincronizando o conteúdo automaticamente durante a exibição do filme. O PingPlay é outra plataforma relevante, voltada para acessibilidade tanto no cinema quanto em casa. Seu foco principal está na audiodescrição e em Libras, oferecendo conteúdos acessíveis sob demanda e ampliando o acesso a produções audiovisuais para diferentes públicos. Já o Mobiload (MLOAD) tem como proposta a sincronização dos recursos de acessibilidade por meio do som ambiente. Ele é voltado especialmente para pessoas com deficiência visual ou auditiva e pode ser utilizado em diferentes contextos, desde que haja captação adequada do áudio do conteúdo exibido. O Greta é um aplicativo internacional, bastante utilizado em diversos países e indicado por redes de cinema no Brasil. Ele oferece audiodescrição e legendas, permitindo que o espectador acompanhe o filme de forma acessível diretamente pelo smartphone. Acessibilidade além do cinema Diferente das soluções tradicionais, o TRIO SWC, desenvolvido pela SHOWCASE, se destaca por ir muito além do uso em salas de cinema. Trata-se de um aplicativo completo de acessibilidade e tradução, pensado para cinemas, eventos, palestras, peças de teatro, espetáculos, transmissões ao vivo, TV e streaming. Com o TRIO, o acesso aos recursos acontece diretamente no smartphone do usuário, sem a necessidade de equipamentos extras, filas ou burocracias. Basta escanear um QR Code ou acessar um link para acompanhar os recursos de acessibilidade ou a tradução simultânea do evento ou conteúdo selecionado. Para organizadores de eventos, o aplicativo oferece ainda uma plataforma administrativa, que permite configurar agendas, salas, idiomas, tipos de acessibilidade e formas de acesso (livre ou por login). Essa abordagem substitui estruturas tradicionais baseadas em infravermelho ou radiofrequência, reduzindo custos operacionais e simplificando a logística. No cinema, o TRIO SWC possibilita que o usuário baixe previamente o pacote de acessibilidade desejado e utilize o recurso de sincronização por áudio, garantindo alinhamento preciso e automático durante a exibição, mesmo offline. O mesmo conceito se aplica a conteúdos de TV e streaming, ampliando o acesso de pessoas cegas, com baixa visão, surdas ou com deficiência auditiva. Entre os recursos disponíveis no app estão: A escolha da aplicação ideal depende do contexto de utilização, mas é importante considerar alguns pontos fundamentais: Versatilidade de cenários: além da sincronização automática por áudio em salas de cinema, aplicações que também são utilizadas em congressos, eventos e museus para oferecer tradução simultânea e audiodescrição em tempo real tendem a ser mais completas. Redução de infraestrutura física: em eventos de grande porte, substituir os tradicionais sistemas de rádio ou infravermelho pode ser uma excelente alternativa. Para o organizador, isso elimina a logística de centenas de receptores; para o utilizador, evita filas e a necessidade de deixar documentos como garantia. Acesso simplificado: aplicações que permitem o acesso aos recursos por meio de QR Code ou link direto do evento encaminham o utilizador imediatamente para a sala de transmissão ou para o pacote de acessibilidade adequado. Gestão administrativa: plataformas que possibilitam aos organizadores configurar salas de palestra, múltiplos idiomas e opções de acessibilidade de forma centralizada oferecem mais controle, agilidade e eficiência na operação.

Acessibilidade nos Jogos: como a indústria e títulos recentes estão tornando videogames mais inclusivos

A acessibilidade nos videogames tem ganhado cada vez mais atenção tanto por parte das empresas quanto da própria comunidade de jogadores. Nos últimos anos, iniciativas coletivas e projetos de desenvolvedores têm buscado reduzir barreiras e facilitar experiências para pessoas com diferentes habilidades, ampliando o alcance e o significado de “jogar” para públicos mais diversos. Accessible Games Initiative — um guia para saber o que cada jogo oferece Em março de 2025, a Entertainment Software Association (ESA) — entidade que representa a indústria de videogames nos Estados Unidos — anunciou a Accessible Games Initiative, um esforço conjunto de grandes empresas como Electronic Arts, Google, Microsoft, Nintendo of America e Ubisoft para fornecer informações claras sobre recursos de acessibilidade nos jogos.  A iniciativa foi lançada durante a Game Developers Conference (GDC), com o objetivo de padronizar um conjunto de “tags” (etiquetas) que indiquem se um título possui determinados recursos — por exemplo, textos grandes e legíveis, legendas detalhadas, menus narrados ou opções de remapeamento de controles. Essas tags podem aparecer nas páginas dos jogos e nas lojas digitais, ajudando jogadores a saber o que esperar antes de comprar ou jogar.  Esse tipo de sistema é importante porque dá autonomia ao público — especialmente a pessoas com deficiência — para escolher títulos que realmente atendam às suas necessidades, sem ter que testar ou descobrir por tentativa e erro. Prince of Persia: The Lost Crown — acessibilidade integrada ao design Além das iniciativas organizadas da indústria, alguns jogos estão incorporando acessibilidade diretamente no seu design, indo além de simples menus de opções. Um exemplo recente e bastante citado é o Prince of Persia: The Lost Crown, lançado em 2024 e reconhecido por suas funções acessíveis.  O título da Ubisoft Montpellier recebeu o prêmio de “Innovation in Accessibility” no The Game Awards 2024, uma das premiações mais importantes da indústria de jogos eletrônicos.  Diferente de recursos que são adicionados depois do lançamento, muitas das opções de acessibilidade em The Lost Crown foram consideradas desde o início do desenvolvimento, com o objetivo de criar uma experiência que fosse jogável por pessoas com diferentes níveis de habilidade, sem comprometer os elementos centrais do jogo.  Entre os recursos inclusivos destacam-se: Esses tipos de funções demonstram que acessibilidade e desafio não precisam ser opostos; em muitos casos, incluir tais recursos abre portas para que mais pessoas possam experimentar a narrativa, a jogabilidade e a arte dos jogos, sem diluir a essência do título.  A união entre iniciativas padronizadas (como a Accessible Games Initiative) e práticas concretas de design acessível em títulos populares mostra que o mercado de jogos está realmente evoluindo. Em vez de tratar acessibilidade como um complemento opcional, muitos desenvolvedores estão incorporando essas opções desde o início, refletindo uma mudança cultural na indústria.  Para jogadores, isso significa tratamento mais transparente do que cada jogo oferece em termos de inclusão, e para a indústria, a possibilidade de alcançar um público mais amplo e diversificado.

Conheça as WCAG e seu papel na acessibilidade digital

Ao abordarmos a inclusão das pessoas com deficiência, imediatamente vem à mente a constante evolução tecnológica que vivenciamos e como esses avanços progridem a favor da acessibilidade online. Tais recursos podem ser oferecidos por empresas, instituições veiculadoras de conteúdo e prestadores de serviço para o público com deficiência ter acesso ao seu material sem impedimentos. O que pouco se sabe é que existe uma publicação internacional de diretrizes que indicam as melhores formas de se proporcionar a acessibilidade para os mais diversos veículos de informação da internet. Essa publicação consiste nas WCAG (Web Content Accessibility Guidelines, ou em tradução livre, Diretrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web). As WCAG foram criadas pelo W3C (World Wide Web Consortium), que é um consórcio internacional com mais de 450 membros, incluindo equipes em tempo integral e organizações filiadas, trabalham juntos para o desenvolvimento de padrões para a Web, tanto para a criação quanto para a interpretação de conteúdos. As diretrizes foram lançadas pela primeira vez em 1999. Posteriormente, em 2008, uma atualização foi lançada e denominada WCAG 2.0, e 10 anos depois, em 2018, publicou-se a versão mais recente até hoje, a WCAG 2.1. Atualmente, a WCAG 2.2, uma nova versão, está em fase final de elaboração e sua versão preliminar está publicada desde o dia 20 de julho no site da W3C (https://www.w3.org/TR/WCAG22/). Comentários de feedback a respeito das atualizações deverão ser entregues pelos membros do Comitê Consultivo do W3C até o dia 18 de agosto. De modo geral, essas diretrizes compõem uma série de orientações a programadores, designers e criadores de conteúdo para tornar o site acessível. Em cada atualização, as diretrizes acompanharam as evoluções que as redes de comunicação sofreram, sendo a mais ampla em 2018, quando os critérios passaram a considerar o acesso à internet a partir de dispositivos móveis. Na WCAG 2.1, estão elencados 4 princípios essenciais para a acessibilidade digital. Perceptível Os conteúdos dos sites devem ser perceptíveis para todos os usuários, independentemente de suas habilidades sensoriais. Isso significa que o conteúdo deve ser apresentado de mais de uma forma, por exemplo, com legendas para vídeos, descrição de imagens e um código de HTML que seja acessível por leitores de tela. Operável Os sites devem ser operáveis para todos os usuários, sem ter em conta suas habilidades motoras ou cognitivas. O site deve ser navegável pelo teclado, a velocidade de carregamento deve ser equilibrada e o uso de cores e iluminação deve ser moderado. Compreensível Os conteúdos dos sites devem ser compreensíveis para todos os usuários, a despeito de suas habilidades linguísticas ou de leitura. O conteúdo deve ser escrito de forma clara e objetiva, usando linguagem simples, uma fonte de texto legível e evitando expressões idiomáticas ou jargões. Robusto Os sites devem ter um HTML com codificação capaz de não só funcionar adequadamente a partir da navegação por teclado, como também ser compatível com tecnologias assistivas, como leitores de tela ou softwares de ampliação de tela. Ao falarmos em código robusto, faz-se referência a um código bem feito e otimizado para o melhor desenvolvimento e implementação das funcionalidades. Cada princípio das WCAG possui seus próprios critérios de sucesso. Cada critério de sucesso, por sua vez, é avaliado segundo o nível de conformidade, que pode ser A, AA ou AAA. Por exemplo: Princípio perceptível: 1.2.4 – Legendas (ao vivo) [AA]: Qualquer conteúdo ao vivo que contenha uma faixa de áudio (seja apenas áudio ou vídeo) deve possuir legenda. O nível A é o nível mais básico de conformidade. Os critérios de sucesso do nível A são mais simples, sendo destinados a remover somente as barreiras mais significativas de acessibilidade. Já o nível AA é intermediário e seus critérios de sucesso são mais específicos e, por conseguinte, destinados a garantir que o conteúdo da web seja acessível para a grande maioria dos usuários com deficiência. Por fim, o nível AAA é o nível mais avançado de conformidade. Seus critérios de sucesso são bem mais refinados e detalhados, sendo, portanto, destinados a garantir que o conteúdo da web seja acessível para todos os usuários com deficiência. Se você quer que seu site ou que o conteúdo que você está produzindo seja acessível para todos os públicos, conhecer as WCAG é essencial. Todas as versões publicadas estão disponíveis para consulta na íntegra no próprio site da W3C. Por fim, se você está construindo uma página e quer saber se ela atende determinados critérios de sucesso, você pode contar com a ajuda de algumas ferramentas capazes de avaliar o código-fonte. Uma delas é a Lighthouse, uma ferramenta de código aberto do Google que pode ser executada em qualquer página da web, pública ou privada. Ao fornecer uma URL para o Lighthouse, ele realiza uma auditoria e gera um relatório apontando e explicando melhorias que podem ser trazidas para o desempenho, a acessibilidade, SEO, entre outros. Dessa forma, é possível proporcionar a inclusão de todos os usuários, sem causar impedimentos ao seu acesso. Referências:

A inclusão de PCDs nas redes sociais

Por Ana Andrade Uma tendência cada vez maior do ser humano é a de se conectar. No meio virtual, essa conexão se tornou mais fácil de ser observada, desde indivíduos da mesma cidade até um grupo composto por membros de diversos países. Porém, a participação de pessoas com deficiência nem sempre é notada, seja pela falta da adaptação necessária ou por preconceito. Em redes sociais, uma das formas mais conhecidas de acessibilidade é a #PraTodosVerem, usada para descrever imagens em plataformas que não davam ao usuário a opção de escrever o texto alternativo, que atualmente existe em redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter. A função do texto alternativo é descrever uma imagem publicada. Porém, muitas vezes o usuário descreve outra coisa, seja por brincadeira ou por outra razão, o que atrapalha a pessoa que precisa do texto para entender o contexto completo do conteúdo publicado na internet. O texto alternativo é “lido” em voz alta pelo leitor de tela, já integrado a cada smartphone. Assim, o usuário do aparelho acessa as funcionalidades do celular, como ler e escrever mensagens, realizar ligações, dentre outras. Tal leitor existe também em computadores, que além dessa, também contam com outras pequenas adaptações para auxiliar o dono, como por exemplo, pequenos traços em relevo nas teclas “F”, “J” e “5” na calculadora do teclado para orientar. Porém, poucas pessoas de fato têm conhecimento sobre essas adaptações, que quando são descobertas, também precisam de prática. Algumas ONGs oferecem aulas de informática para ensinar pessoas cegas ou com baixa visão a se adaptarem ao meio virtual. Mesmo com essas dificuldades, porém, a internet e as redes sociais são utilizadas por pessoas com deficiência, visto que esse meio se tornou tão necessário para a sociedade, desde trabalho até o simples lazer. Uma das principais decorrências desse uso são os Influenciadores Digitais, formadores de opinião por meio justamente das redes sociais. Com pessoas mostrando suas vidas diárias na internet, era esperado que influenciadores PCDs surgissem. Dentre vários, um exemplo é Nathalia Santos, jornalista e colunista do site de notícias Terra, que posta no Instagram sobre sua vida com a deficiência visual, suas palestras e outros tipos de conteúdos diários para seus mais de 100 mil seguidores. Para o Terra, seu último texto publicado, em março, é intitulado “Mulheres com deficiência não são vistas como mulheres” e fala sobre os passos que a sociedade ainda precisa dar para se ter não só a igualdade entre gêneros, mas entre pessoas com e sem deficiência, usando também sua experiência de vida como exemplo, citando como ser mulher negra e com deficiência não é fácil. Mesmo com as adaptações e evoluções, ainda são necessários muitos passos para que a tecnologia e a sociedade em si sejam acessíveis para PCDs, nossa esperança é que o futuro e a própria comunidade traga essa acessibilidade. Referências https://fundacaodorina.org.br/impacto/historias-de-vida/kassia-celular/#:~:text=Pessoas%20cegas%20usam%20o%20smartphone,Precisa%20praticar%20bastante%2C%20%C3%A9%20verdade. https://www.terra.com.br/nos/opiniao/nathalia-santos/mulheres-com-deficiencia-nao-sao-vistas-como-mulheres,c1b799c21e58cb0c30f1903c09444d6eghhw1n88.html

Empresas brasileiras que promovem acessibilidade audiovisual

Conheça quatro empresas de acessibilidade que fazem a diferença no mercado audiovisual do nosso país Por Leonardo Piza 1 – ShowCase Pro Não poderíamos deixar de fora da lista a nossa queridinha ShowCase, atuando no mercado desde 2010. A empresa conta com tecnologias que promovem acessibilidade para centenas de produtoras, emissoras e eventos através de Closed Caption, Audiodescrição, Tradução Simultânea e LIBRAS. Dentre os alvos de suas soluções, podemos citar: empresas, produtoras audiovisuais, educação, governo, rádio, entre outros. Há mais de dez anos, a ShowCase investe na Pesquisa e Desenvolvimento de soluções para Acessibilidade em diferentes plataformas. Todas as ferramentas utilizadas encontram-se detalhadas no site da empresa (showcasepro.com.br). 2 – Cinema Cego. A empresa Cinema Cego é fruto de uma pesquisa de doutorado na Universidade de Brasília (UNB). Após muitas pesquisas e estudos para se aprofundar no tema, a equipe da Cinema Cego descobriu seu propósito no mundo: levar conforto e praticidade para o dia a dia de pessoas com deficiência visual. A Cinema Cego prega o pensamento de que audiodescrição já não é mais um conceito reservado somente às artes audiovisuais. Dentre os diferentes tipos de audiodescrição realizadas pela empresa, podemos citar: vídeos, filmes, exposições de arte, palestras, shows e e-commerce no geral. No site da empresa (cinemacego.com), além de explicar em detalhes todos os ramos nos quais a empresa atua, também podemos conferir ofertas de cursos de audiodescrição para os interessados no universo da acessibilidade. 3 – ETC Filmes. O grupo ETC Filmes está no mercado audiovisual há 18 anos e tem parceria com diversas distribuidoras, produtoras e exibidoras de conteúdo audiovisual de todo o país. É considerada referência quando se trata de produção de recursos para nossos cinemas. Dentre seus serviços encontramos: LIBRAS, Legenda Descritiva, Audiodescrição, etc. Também fazem tradução de livros, roteiros, filmes, séries, entre outros. Além disso, podemos encontrá-los em outros meios além do Cinema, como, por exemplo, Plataformas de Streaming, Canais de TV e Internet. O atendimento do ETC acontece pelo site etcfilmes.com.br. 4 – Perto Digital. E para fechar com chave de ouro temos a Perto Digital, empresa voltada para sites, conteúdos escritos e em áudio. Vamos checar as soluções que a pertodigital.com.br tem a oferecer aos seus clientes: E sabe qual é o melhor ato da empresa? A contribuição social. Eles destinam 10% de todo o lucro para instituições que apoiam e integram seu selo “Trazer para Perto”. Além disso, oferecem treinamentos gratuitos sobre inclusão e acessibilidade para o meio corporativo. E assim terminamos nossa lista! Recomendamos que você visite os sites das empresas que comentamos, não só para checar os serviços oferecidos, mas também para continuar aprendendo sobre a importância da acessibilidade em todas as áreas, incluindo especialmente o universo audiovisual.

10 influenciadores PDC’s para você conhecer e acompanhar de perto

Por Daniela Damasceno Todos nós sabemos o quanto a internet é capaz de dar voz à milhares de pessoas, e os influenciadores PCD estão revolucionando, cada vez mais, a maneira como a sociedade enxerga as pessoas com deficiências, oferecendo uma perspectiva única e autêntica sobre o que significa viver com uma condição específica.É por meio de suas redes sociais que eles compartilham histórias de superação, conquistas pessoais e desafios diários enfrentados em suas vidas. Por isso, o Click Inclusão selecionou 10 influenciadores que trazem conteúdo inclusivo e inspirador para você. 1 – Paola Antonini A modelo, atriz e influenciadora digital mineira Paola Antonini é exemplo e inspiração para muita gente. Em 2020, fundou o Instituto Paola Antonini, que atua proporcionando a reabilitação de pessoas com deficiência física por meio de doações de próteses, órteses, cadeiras de rodas e acessórios para reabilitação. Além de oferecer assistência psicológica e fisioterápica aos pacientes.Paola teve sua estreia como atriz na série da Netflix, “Todo dia a mesma noite”, interpretando uma personagem que sai da boate com vida, mas perde a perna por complicações durante seu resgate. 2 – João Ferdnan Baseando-se em situações corriqueiras, João Ferdnan ficou conhecido por seus vídeos engraçados postados no Tik Tok. Em 2022, o humorista foi indicado ao “Tik Tok Awards” na categoria “Rindo até 2022”.João é uma pessoa deficiência física, devido a uma paralisia cerebral. E, por esse motivo, utiliza cadeira de rodas para se locomover. Por outro lado, o maranhense busca ter o foco de seu conteúdo no humor. Ele conta que prefere ganhar seguidores pelo conteúdo e não pelo sentimento de pena. Mas, ao mesmo tempo, relatou em entrevista que recebe muitas mensagens de outras pessoas com deficiências contando que sentem-se representados por ele. 3 – Malu Paris A adolescente do Espírito Santo Malu Paris relatou ter ficado perdido sua audição aos cinco anos de idade. Hoje compartilha curiosidades sobre a rotina de uma jovem com surdez e também se diverte com trends e outros conteúdos virais.Em 2022, ela chamou ainda mais atenção do público ao ter seu vídeo incentivando os seguidores a tirarem o título de eleitor compartilhado por Mark Ruffalo, ator que interpreta o super-herói da Marvel, Hulk.Uma curiosidade interessante sobre Malu é seu nome de usuário nas redes sociais, @niishiimiya, inspirado na personagem Shouko Nishimiya do filme de animação japonesa “A Voz do Silêncio: Koe no Katachi”, que também têm deficiência auditiva. 4 – Cacai Bauer Cailana Eduarda Bauer Lemos, mais conhecida como Cacai Bauer, é natural de Salvador e é considerada a primeira influenciadora digital com Síndrome de Down do mundo.Em seu canal do YouTube, ela compartilha vídeos de dicas, perguntas e respostas, coreografias, piadas e vlogs cotidianos. Cacai também tem dado destaque para a questão da conscientização da sociedade sobre a Síndrome de Down em suas redes sociais. Ela usou o TikTok, por exemplo, para criticar como as pessoas enxergam quem tem Down, ressaltando a questão da infantilização, e expõe que é importante as pessoas enxergarem os adultos com síndrome de Down como verdadeiros adultos e não como crianças. 5 – Look Little Rebeca Costa, que em suas redes sociais leva o nome de Look Little, é formada em direito e influenciadora digital na área da moda. Em entrevista à Rádio Aparecida, ela conta que viu nas redes sociais a oportunidade de inspirar meninas e mulheres com a mesma deficiência (nanismo) a não se sentirem excluídas.Rebeca também é modelo, conhecida por seus trabalhos em moda inclusiva, participando de vários desfiles. Sua garra em representar o nanismo no ramo a levou até mesmo ao São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil e o mais importante da América Latina. 6 – Marina Melo Marina Melo tem fraqueza muscular e é influenciadora de beleza. Em suas redes sociais, a jovem faz react de produtos e comenta o que funciona ou não para sua condição física.Além disso, a carioca Mari Melo Abreu compartilha informações sobre seu tratamento e conscientiza os seguidores sobre a atrofia muscular espinhal. Em sua biografia no instagram ela afirma: “Não quero andar, quero acessibilidade e respeito”. 7 – Maju de Araújo Referência quando o assunto é inclusão e pertencimento, a modelo Maju de Araújo já foi citada na lista Forbes Under 30, dos jovens mais promissores do país. Atualmente, ela também é embaixadora digital da L’Oréal Paris e da ONG Nosso Olhar, que objetiva mobilizar e educar a sociedade para um mundo mais inclusivo, com foco nos portadores de síndrome de Down.Em 2022, a carioca teve sua estreia no São Paulo Fashion Week, cruzando a passarela para o Projeto Ponto Firme, do estilista Gustavo Silvestre. 8 – Nathalia Santos “Jornalista, palestrante, cega e mãe”, assim Nathalia Santos se define em seu perfil nas redes sociais. Nathalia nasceu com apenas 20% da visão e aos 15 anos já não enxergava mais. Como colunista do Terra, ela aborda sobre o universo das pessoas com deficiências.Atualmente, a jornalista atua como assistente de direção da novela “Todas as flores”, exibida no Globoplay. Segundo Sophie Charlotte, atriz que interpreta a personagem portadora de deficiência visual na trama, Nathalia é uma das mulheres fundamentais na preparação para viver Maíra. 9 – Kitana Dreams Em suas redes sociais, o carioca Leonardo Braconnot assume um importante personagem: Kitana Dreams. A drag queen surda além de falar sobre questões LGBTQIAPN+ em suas redes, faz vídeos de tutorias de maquiagem e dialoga com seus seguidores sobre a vida de uma pessoa surda.Kitana também faz diversos vídeos ensinando sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) aos seus seguidores. 10 – Fernando Fernandes O reconhecimento de Fernando Fernandes chegou antes de suas redes sociais, Em 2022, ele participou da segunda edição do ‘Big Brother Brasil’. O ex-‘BBB’ foi jogador de futebol profissional, boxeador amador e modelo internacional, mas em 2009 sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico.Fernando foi múltiplas vezes campeão brasileiro de paracanoagem e nunca abandonou o mundo dos esportes, mesmo após o acidente. Hoje, ele é apresentador na Globosat e compartilha sua vida de atleta

Governo Federal retoma políticas de assistência à pessoas com deficiência

Por Gabriel Viera Nova composição do Governo Federal retoma políticas de assistência à pessoas com deficiência, medidas contrastam com atitudes tomadas pela gestão anterior. O início do terceiro mandato não-consecutivo de Luís Inácio Lula da Silva (PT), foi marcado por atitudes direcionadas ao asseguramento de direitos para pessoas com deficiência. Na cerimônia de posse, o influenciador Ivan Baron, que possui mobilidade reduzida por consequência de meningite viral, foi um dos oito convidados para passar para o petista a faixa presidencial. Ainda no primeiro dia de legislatura, Lula revogou duas Medidas Provisórias não condizentes com as diretrizes do Estatuto da Pessoa com Deficiência estabelecidas no governo anterior, de Jair Messias Bolsonaro (ex-PL). As atitudes são simples, mas marcam o início de um novo contexto sócio-político para as pessoas com deficiência, que nos últimos quatro anos, tiveram secretarias e normatizações sucateadas em contraposição a mais de uma década de assistência crescente. A primeira MP revogada por Lula foi o de n° 10.177/2019, que reconfigurava o aparelhamento institucional do Conselho Nacional das Pessoas com Deficiência (Conade), dificultando significativamente seu funcionamento. O decreto foi elaborado sem a participação social de pessoas com deficiência e cessou atividades do órgão durante meses. A segunda MP foi a de n° 10.502/2020, que, em plena pandemia, instituiu a Política Nacional de Educação Especial: Equitativa, Inclusiva e com Aprendizado ao Longo da Vida, que promovia a criação de escolas exclusivas para PCDs e possibilitava a instituições não-acessíveis recusar efetuar a matrícula de estudantes com deficiência, em vez de providenciar mecanismos de inclusão. A Medida entrava em confronto com o Decreto n° 6.094/2007, regulador da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva Inclusiva, que estimula a criação de políticas públicas de atendimento adaptado a esses alunos. Na cerimônia de posse, Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, acompanhado por oito civis, representantes de oito dos grupos de diversidade que constituem o Brasil. Dentre eles, estava Ivan Baron, influenciador digital. O jovem conta com quase 500 mil seguidores nas suas redes sociais e produz conteúdo anti-capacitismo, provendo informações, reflexões e discussões sobre acessibilidade, inclusão e direitos das pessoas com deficiência. Ivan possui mobilidade reduzida, pois aos três anos sofreu paralisia cerebral após contrair meningite viral. “Acolher quem é desacreditado e ressignificar o destino que já foi traçado”, dizia escrita na jaqueta do jovem que passou, quando criança, por uma paralisia cerebral resultante da infecção.  Ainda nos primeiros dias do novo governo, o nome de Anna Paula Feminella foi anunciado como o mais novo responsável pela direção da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, SNDPD. Na cerimônia de posse, realizada durante a 131ª Reunião Ordinária do Conselho do Conade, a especialista em educação e inclusão de pessoas com deficiência contou assinou, com Marco Menezes, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, um acordo de parceria com o grupo oriundo da Fiocruz, retomando três dos pilares que mais dificultaram o exercício da cidadania das PCDs na última gestão: inclusão, educação e saúde. Fontes: https://www.terra.com.br/amp/nos/propostas-do-governo-lula-para-a-populacao-com-deficiencia-sao-minimas-e-obvias,095020a2918657226d0047c77036abf0bafj3n73.html https://www1.folha.uol.com.br/amp/educacao/2023/01/ato-de-lula-poe-fim-a-inseguranca-juridica-de-alunos-com-deficiencia-diz-especialista.shtml https://portal.fiocruz.br/noticia/ensp-e-secretaria-nacional-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia-assinam-acordo-de https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/opiniao/2023/01/24/nao-existe-inclusao-sem-acessibilidade-governo-lula-ainda-derrapa-no-tema.htm?cmpid=copiaecola https://guiadoestudante.abril.com.br/noticia/lula-revoga-decreto-de-bolsonaro-que-segregava-estudantes-com-deficiencia/amp/

Streamings e a falta de acessibilidade

Por Ana Andrade The Last of Us, Daisy Jones & The Six e You são três das séries mais populares do momento, cada uma em seu serviço de streaming. Porém, além do sucesso, há outro ponto que as três têm em comum: a falta de acessibilidade. Daisy Jones, série disponível pela Amazon Prime, possui Closed Caption apenas em inglês, assim como a audiodescrição também está disponível apenas no idioma oficial da produção. O mesmo acontece com as outras, originais da HBO Max e Netflix, e o assunto não passou desapercebido pelos espectadores: Impacto na inclusão Segundo o Ministério da Educação, 6,5 milhões de brasileiros apresentam deficiência visual em diversos níveis, enquanto 9 milhões possuem deficiência auditiva. No total, 15,5 milhões de pessoas ao redor do país não têm acesso a conteúdos populares porque não há como compreender o conteúdo da forma como é disponibilizado. Com a opção de legenda e com os diálogos e sons da própria série, o máximo seria possível um entendimento parcial, mas não o total. Embora a legenda ajude com a compreensão do conteúdo visto, a diferença dela para o Closed Caption é justamente o que falta para o entendimento completo: Na legendagem, não é mostrado o nome de quem está falando, nem sons ao redor dos personagens. No Closed Caption, isso já é entregue ao usuário. Um dos poucos serviços que disponibiliza o serviço de Closed Caption em português é a Globoplay, com o processo feito pela Showcase em novelas e séries, como Travessia e Rensga Hits. Libras Libras também é um serviço muito pouco disponibilizado por empresas de streaming. Embora personagens que utilizem a linguagem de sinais estejam aumentando em produções audiovisuais e apareçam em séries como The Last of Us, Dahmer e Gavião Arqueiro, essa mesma linguagem não é disponibilizada para o público que a utiliza na vida real. Embora a representatividade seja muito importante para todos nós, ganharia ainda mais valor se acompanhada de ações que incluam as pessoas com deficiência, além de mostrar sua existência e vida diária, mesmo que não seja obrigatório por lei. A janela de libras, atualmente, não é disponibilizada em quase nenhum dos produtos disponibilizados pelos principais serviços de streaming, embora no Brasil, dos 2,7 milhões de deficientes auditivos, 2 milhões se comuniquem pela língua. A Netflix, porém, lançou em 2020 sua primeira série narrada tanto em português como em libras: Crisálida. Produzida pela Universidade Federal de Santa Catarina, foi desenvolvida como filme em 2014 por Alessandra da Rosa Pinho, aluna da faculdade, e em 2019 se tornou série, mostrando os dilemas e o dia a dia das pessoas que convivem com a surdez. Em 2022, sua segunda temporada foi confirmada e a produção está sendo filmada. E o que a lei diz? Desde 2011, a audiodescrição passou a ser obrigatória na televisão brasileira em 20 horas semanais entre 6h e 20h, enquanto o Closed Caption é exigido durante 20 horas diárias desde 2015. Porém, há mais um projeto que pode alterar o modo como a acessibilidade é entregue para o público dos serviços de streaming: o PL 246/2022. Criado pela Senadora Mara Gabrilli (PSD), o Projeto de Lei prevê a obrigatoriedade de acessibilidade aos streamings. Ou seja, as plataformas não terão mais a opção excludente de lançar conteúdos que nem todos têm a possibilidade de assistir da mesma forma, entendendo completamente o que está sendo exposto. Porém, a proposta está em tramitação no Congresso Nacional desde sua publicação, em 14 de fevereiro de 2022, com atualização em 21 de dezembro de que continuava em tramitação segundo Regimento Interno. Não há mais nenhuma informação sobre a situação do PL. Um futuro esperançoso Com o PL em tramitação e a população na época digital e mais interessada no social, a caminhada para uma inclusão cada vez maior começa a se tornar menor. Resta para nós esperarmos que o trajeto se torne mais rápido do que foi até então e, assim, o futuro seja acessível para todos. Bibliografia 1 – https://www.abert.org.br/web/notmenu/mais-espaco-para-legenda-oculta-na-tv-vale-a-partir-do-dia-28.html 2 – https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/151732  3 – https://upi.ufv.br/informativo/netflix-exibe-1a-serie-em-libras-produzida-pela-ufsc/#:~:text=A%20nova%20s%C3%A9rie%20brasileira%20do,a%20l%C3%ADngua%20brasileira%20de%20sinais. 4 – https://www.hypeness.com.br/2020/05/netflix-exibe-1a-serie-realizada-com-lingua-brasileira-de-sinais/

Conteúdos acessíveis em Podcast

Por Brunna Silva Vivemos em um mundo onde a tecnologia se faz presente na maior parte do nosso dia a dia, e esse mundo digital que nos cerca vem crescendo significativamente. Por exemplo, podemos ver essa evolução através dos Podcasts, o mais novo “rádio” reinventado do momento, que vem se tornando tendência no Brasil e no mundo. Os Podcasts são programas sonoros capazes de transmitir conteúdos em áudio online, que ficam disponíveis em diversos aplicativos, tais como: Spotify, Youtube, SoundCloud, entre outros. Eles podem ser ouvidos a qualquer hora e lugar, pois ficam gravados para o público nas plataformas que estiverem disponíveis. O conteúdo é gravado de forma espontânea e os mais conhecidos são sobre política, programas de entrevistas, entretenimento, cultura, notícias do dia a dia, etc. Mas é importante ressaltar que, por mais que esses programas sonoros tenham se tornado úteis pela sua facilidade de acesso a diversos conteúdos, também precisam ser acessíveis para todos os públicos no momento de acessar o conteúdo nas plataformas, pois nem todos os streamings são 100% gratuitos, quanto para transmitir o conteúdo para as pessoas, principalmente por serem fundamentais para as pessoas com deficiência visual.  Pensando em acessibilidade e inclusão, existem vários Podcasts disponíveis nas plataformas que abordam temas sobre a inclusão de pessoas com deficiência, por exemplo, em diversos assuntos. Alguns deles são: Podcast Educação Inclusiva, disponível no Spotify, e o Podcast Deficiência em Foco, disponível no Spotify, Youtube e Facebook.

A importância da acessibilidade nos games 

Por: Brunna Silva É fato que os jogos digitais têm o poder de influenciar positivamente a vida dos jogadores, pois não servem apenas como um meio para descontrair e relaxar, mas também ajudam no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, melhoram a concentração, em muitos casos possibilitam que os usuários interajam entre si, facilitando uma interação social, e ajudam muitas pessoas no combate a depressão e ansiedade. Mas mesmo com todos esses benefícios, infelizmente não são todos os jogos que são capazes de serem acessíveis para todos e, desta forma, deixam muitas pessoas com diversos tipos de deficiência de fora. A acessibilidade nos games vai muito além das legendas ocultas, que são para os jogadores com deficiência auditiva, e audiodescrição, que auxilia o jogador com deficiência visual. É preciso que adaptações visuais, auditivas, motoras e intelectuais sejam feitas nos acessórios e dentro do jogo para que todas as pessoas possam desfrutar desse tipo de lazer, sem restrições. Além das questões sonoras e auditivas, como por exemplo a formação do texto, as cores e a qualidade do som e sua tradução, também é preciso levar em consideração as questões do daltonismo, para que as pessoas possam alterar a cor do jogo corretamente, e as dificuldades relacionadas à complexidade do jogo, que normalmente são um problema para pessoas com dislexia e TDAH. Pensando em todas essas questões de inclusão e acessibilidade nos games, surgiu a ONG AbleGamers em 2004 nos Estados Unidos, e está no Brasil desde 2017, que tem como objetivo ajudar os desenvolvedores a deixar os jogos mais acessíveis. A organização possui um guia chamado Accessible Player Experiences (APX), que serve para ajudar com as dificuldades dos jogadores, o guia está disponível para download no idioma inglês através desse link: https://accessible.games/accessible-player-experiences/. Também possui um slogan próprio que é “#SoEveryoneCanGame”, que em portuuguês significa “Para que todos possam jogar”. Sem fins lucrativos, a AbleGamers se mantém através de doações e conta com o apoio da PlayStation, Warner Bros Games, Twitch e da Xbox, na qual juntas trouxeram o controle da adaptável da Xbox para o Brasil.

Tecnologia + Inclusão = Tecnologia Assistiva!

Por Sofia Wu Mais do que nunca, a crise sanitária, a nível global, causada pela COVID-19 soube nos mostrar a importância que a tecnologia desempenha e sempre desempenhou em nossas vidas. E nos mais diversos âmbitos, como lazer, educação e negócios. A tecnologia ficou em evidência e a pandemia, por sua vez, reforçou a ideia de que essa ciência pode ser cada vez mais utilizada para atender diferentes propósitos. Entre eles, gerar resultados rápidos, acelerar as comunicações, diminuir distâncias, facilitar processos e, sobretudo, fornecer conforto e melhorar a qualidade de vida do ser humano. A Tecnologia Assistiva (TA) é o termo empregado para referir-se a um conjunto de recursos e serviços que, voltados para pessoas com deficiência, são responsáveis em propiciar a inclusão social, autonomia, qualidade de vida, independência e, em alguns casos, proporcionar ou ampliar habilidades funcionais. O Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH) define “Tecnologia Assistiva” como “uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”. Os recursos, que fazem parte da TA, possuem a função de aprimorar, manter ou aumentar as competências funcionais de pessoas com deficiência e são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema produzido em série ou sob medida. No geral, são itens ou produtos adaptados. Sendo a gama bastante ampla e diversificada, pertencem aos recursos da Tecnologia Assistiva: materiais protéticos, auxílios visuais, aparelhos de escuta assistida, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, recursos para mobilidade manual e elétrica, dispositivos para adequação da postura sentada, computadores, softwares e hardwares especiais, nos quais questões de acessibilidade são abordados, roupas adaptadas, brinquedos e bengala, além de mais outros numerosos produtos manufaturados ou disponíveis comercialmente. Já os serviços referem-se àqueles que, diretamente, dão auxílio à pessoa com deficiência para que essa possa usar, selecionar ou comprar os recursos ou o recurso de TA que melhor atenda as suas necessidades. São realizados por meio de profissionais de diferentes campos de atuação e geralmente têm caráter transdisciplinar. As diversas áreas dos profissionais envolvidos nos serviços de Tecnologia Assistiva são: Design, Arquitetura, Engenharia, Medicina, Enfermagem, Psicologia, Educação, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e várias outras especializações. Além do mais, as tecnologias assistivas são divididas em 11 classificações. A categorização em questão, atualizada pela última vez há cinco anos atrás, em 2017, foi redigida pelos teóricos José Tonolli e Rita Bersch em 1998 e fundamentada nas diretrizes gerais do Ato dos Americanos com Deficiências (Americans with Disabilities Act – ADA), a partir da formação dos autores no Programa de Certificação em Aplicações da Tecnologia Assistiva – ATACP – da Universidade do Estado da Califórnia, Northridge, na Faculdade de Aprendizagem Estendida e Centro de Deficiências, e em classificações terceiras aplicadas em bancos de dados de TA. As 11 categorias dividem-se em: Auxílio para a vida diária e prática Produtos, materiais e utensílios que têm o papel de proporcionar independência e autonomia nos mais diversos ambientes do cotidiano, como escola, casa e trabalho, para pessoas com deficiência. São um exemplo: Itens adaptados que auxiliam na alimentação. Comunicação aumentativa e alternativa – CAA Recursos direcionados para pessoas que possuem dificuldade de escrita, de fala ou até a ausência dela. São um exemplo: Dispositivos de voz, computadores com software de leitura, interpretação e tradução de textos para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), e pranchas de comunicação produzidas com símbolos gráficos (Bliss, PCS e entre outros), letras ou palavras escritas. Recursos de acessibilidade ao computador Como lupa virtual, mouses adaptados, teclados em braille, trackball (bola de comando) e programas que ampliam a tela. Sistemas de controle de ambiente Recursos voltados para pessoas que possuem limitação motora e, por isso, apresentam dificuldades em, sozinhas, ligarem iluminação, aparelhos ou o sistema de refrigeração em dados lugares. São um exemplo: Dispositivos conectados a um controle remoto. Projetos arquitetônicos para acessibilidade Calçadas e ruas que possibilitam o acesso a pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida. São um exemplo: Projetos arquitetônicos urbanos com adaptações estruturais, como elevadores, rampas, adaptações em banheiros e mobiliário. Órteses e Próteses As órteses asseguram melhor posicionamento ou estabilidade à pessoa e são colocadas junto a uma determinada parte do corpo. As próteses, por sua vez, são responsáveis por ampliar, corrigir ou substituir partes de uma função natural e caracterizadas como sendo peças artificiais. Adequação postural Como almofadas, estabilizadores ortostáticos e outros. Auxílios de mobilidade Como algum equipamento que auxilie na locomoção de pessoas com deficiência, cadeira de rodas, carrinhos, andadores, muletas e bengalas. Auxílio para pessoas cegas ou de baixa visão Como hardwares com impressoras braille, softwares leitores de tela, ampliadores de tela, leitores de texto, auxílios ópticos, lentes, telelupas e lupas, e outros. Auxílios para pessoas surdas ou com déficit auditivo Como dispositivos com tradução para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), plataformas ou aplicativos que oferecem esses tipos de serviços em tempo real, equipamentos (infravermelho e FM), sistemas com alerta táctil-visual, telefones com teclado-teletipo (TTY) e aparelhos para surdez. Adaptações em veículos Como rampas, elevadores, facilitadores de embarque e desembarque, assentos e cintos adaptados, e outros. Dando enfoque, agora, aos aplicativos idealizados e criados com o objetivo de auxiliar as pessoas com deficiência em suas atividades diárias, promovendo mais autonomia, independência, conforto e melhor qualidade de vida, temos no mercado: Spread The Sign Para usá-lo, o usuário deve digitar uma palavra e, por meio de vídeos, o aplicativo fornecerá a tradução do termo desejado para as diferentes línguas de sinais existentes, uma vez que cada país possui e utiliza a sua própria. Considerado o maior dicionário de línguas de sinais do mundo, o Spread The Sign está disponível em versão web, Android e iOS. HandTalk Além de premiado pela Google no “Desafio Google de Impacto em IA” no início de 2019, o HandTalk também é um dos tradutores de línguas de sinais mais usados e bem

Influenciadores do Da Vida Real

Por Gabrielle Bonafé Imaginem uma influenciadora digital. Uma mulher segurando um batom e sorrindo para câmera. Imaginou? Essa pessoa era preta, gorda ou possuía alguma deficiência? Não? De acordo com os dados levantados pela Qualibest, 78% dos brasileiros seguem influenciadores em suas redes sociais e a maioria leva em consideração suas opiniões nas decisões do dia a dia. Entretanto, não há um dado sequer de quantos seguem influencers “fora do padrão”. No marketing, “influenciadores digitais” são todos e quaisquer pessoas capazes de fazer alguma diferença no mercado como, por exemplo, Cristiano Ronaldo que, ao recusar uma garrafinha de Coca-Cola em uma coletiva de imprensa, fez as ações da mesma despencaram no dia seguinte. Esse é o poder de um influencer, mover multidões, seja para o  bem ou mal. Cacai Bauer é a primeira influencer com síndrome de Down do mundo, tendo mais de 370 mil seguidores no seu perfil do Instagram. Cacai apareceu pela primeira vez na TV em um episódio de Supernanny com sua família e desde então se apaixonou pelas telinhas e quis seguir a carreira de atriz. Não foi fácil, mas quando Cacai começou a postar vídeos sobre sua rotina no Reels e no TikTok, as pessoas começaram a perceber que a mulher não era nada mais, nada menos, que uma mulher, como qualquer outra. A síndrome nunca foi um empecilho para a influenciadora, mas o preconceito com ela sim. No Brasil, a cada 700 nascimentos, 1 tem síndrome de Down. Não é um dado exato, mas há, provavelmente, 270 mil pessoas com a deficiência no país. De acordo com o site Movimento Down, “as pessoas com síndrome de Down têm muito mais em  comum com o resto da população do que diferenças.” Então por que ainda vemos tão poucas no mercado de trabalho?  Cacai abriu a porta para que diversas outras mulheres começassem a se aventurar no mundo das blogueiras e, hoje, conseguem viver exclusivamente do mundo online. Às vezes, tudo que precisamos fazer é quebrar as barreiras do pré-conceito e enxergar o mundo como ele é: cheio de pessoas, mas cada uma perfeita do jeito que é.

Tabata Contri: representatividade no teatro e nas redes sociais

Por Yasmim Verdadeiro Augusto Há mais de 8 anos, Tabata Contri usa de seu perfil pessoal no Instagram para inspirar acessibilidade através do compartilhamento de suas experiências diárias como cadeirante. Mãe, comunicadora, consultora de inclusão e atriz, busca criar consciência em mais de seus 11 mil seguidores de como a inclusão é uma oportunidade para que as pessoas tenham independência, autonomia e liberdade.  A paulistana de 40 anos, filha mais velha de Dona Eliane, desde sempre fez da independência um lema de sua vida. “Eu comecei a trabalhar aos 15 anos, porque eu queria ter minhas coisas, comprar minhas coisas. Eu fui trabalhar em uma loja de shopping, trabalhava de domingo a domingo. E foi assim dos 15 aos 20 anos, até eu sofrer o acidente de carro que me deixou paraplégica”. Tabata sofreu um acidente no dia 31 de dezembro de 2000. “Eu estava no banco de trás, sem cinto e o carro que eu estava aquaplanou na pista, na Carvalho Pinto, sentido Litoral Norte e eu quebrei a coluna. Fiquei paraplégica: tive lesão medular nível T12L1L2.”  Devido ao acidente, Tabata passou por diversos procedimentos médicos. Durante 4 meses, ficou internada em Caçapava (SP), onde realizou cirurgia de coluna. Contudo, desenvolveu uma úlcera por pressão (escara) e, devido a isso, foi transferida para o Hospital São Paulo, onde realizou cirurgia para fechar a escara. E, por fim, com 7 meses de lesão, foi para a Rede SARAH (Brasília), onde realizou reabilitação e refez sua cirurgia de coluna. “Fiz a 3° cirurgia no ano lá no SARAH, em agosto de 2001. E frequentei o SARAH por 11 anos seguidos todo ano, às vezes mais de uma vez por ano, em Brasília”. E foi exatamente na reabilitação do SARAH que Tabata conheceu Carol, uma das pessoas que mudou sua vida. “Nós duas éramos de São Paulo, da Zona Norte: eu tinha 20 anos, ela tinha 22; foi inevitável a gente ficar amigas. E a Carol conhecia a família do Oswaldo Montenegro e o Deto Montenegro, que é diretor da Oficina dos Menestréis”.  Em 2003, então, Deto queria fazer uma experiência com cadeirantes, com objetivo de ver o visual das rodas no palco e pediu para que Carol levasse uma amiga para uma aula experimental. Resultado: despretensiosamente, Tabata foi e acabou gostando da experiência. Já nesse mesmo ano, a Oficina dos Menestréis montou a peça Good Morning São Paulo – na qual Tabata atuou – marcada pela interação entre pessoas sem deficiência e cadeirantes. Paralelamente, a Oficina realizou o Projeto Cadeirantes só com cadeirantes e montou o Noturno Cadeirantes, de Oswaldo Montenegro, que estreou em dezembro de 2003 – também com atuação de Tabata. Desde então, esse projeto foi remontado todos os anos, até 2019. “Foi muito legal, porque ao mesmo tempo que a gente estava aprendendo a andar na cadeira de rodas, a gente tinha 8 segundos pra sair do palco, pra entrar no palco, a gente estava aprendendo a entrar no palco também”.  E foi assim que Tabata começou a fazer teatro e se apaixonou pela área. Além das peças na Oficina dos Menestréis, ela fez diversos cursos: Musical para Teatro do SENAC, Escola de Atores de WolfMaya, aulas de dança e aulas de canto.  Por fim, Tabata tirou sua DRT (Delegacia Regional de Trabalho) de atriz em 2008. Isso alavancou sua carreira e a levou, no mesmo ano, a atuar como Joana em 10 capítulos da novela Água na Boca, veiculada na emissora Band e dirigida por Del Rangel. 2 anos depois, Tabata fez uma cena com Lilia Cabral na novela Viver a Vida, de Manoel Carlos, transmitida pela emissora Globo.  Tudo isso consolidou sua imagem como a primeira cadeirante a atuar em novelas no Brasil! “Eu sou grata pela oportunidade, mas sinto por não ver mais atores e atrizes com deficiência atuando em teatro, também em cinema. Sinto também por não ter tido outras oportunidades.” Além disso, apesar de ser uma profissional de referência para diversas pessoas, Tabata enfrentou diversas dificuldades no caminho. “Bom, a carreira de atriz é desafiadora para qualquer pessoa. Com o perfil cadeirante, ainda mais. Então, meus amigos faziam muito mais testes e pegavam muito mais trabalhos do que eu. Certamente a deficiência tinha um impacto nisso. Às vezes, eu nem falava que eu era cadeirante para poder ir ao teste e fazer o teste, se não fosse assim eu não trabalhava. Mas ficou insustentável, eu não conseguia pagar minhas contas só como atriz.” Em razão disso, atualmente Tabata também investe em sua carreira como consultora de inclusão na Talento Incluir (empresa fundada por sua amiga Carol), com foco na inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho. “Eu desenvolvo programas de inclusão que vão desde treinamentos, palestras conscientes e ações que fazem com que a gente quebre alguns vieses inconscientes dos líderes e da população interna. Também fazemos o processo de recrutamento e seleção. Então, toda vez que a gente inclui uma pessoa com deficiência no trabalho, a gente transforma uma vida e já se foram mais de 7000 vidas transformadas.”  E toda essa jornada de Tabata foi acompanhada pela vontade de falar sobre a visibilidade da pessoa com deficiência nos meios digitais. Já em 2003, Tabata escrevia em seu blog, o tocandoasrodas.blogger, e chegou até mesmo a ser capa da revista da Folha. No entanto, essa escrita foi perdendo espaço para o cotidiano do trabalho e, com o tempo, o Instagram foi tomando seu lugar. Atuando ativamente desde 2015 nessa rede social, por lá Tabata troca experiências e vivências como mãe e cadeirante, divulga seus trabalhos, produtos e serviços atrelados a sua imagem. Além disso, em suas postagens, Tabata sempre busca trazer mais visibilidade para o aspecto da inclusão na sociedade. “Minha geração tem que botar a cara a tapa pra ser vista, para a padaria fazer a rampa. A acessibilidade arquitetônica ainda é uma questão, mas as barreiras atitudinais ainda excluem mais do que a falta de um elevador. A acessibilidade comunicacional também é essencial para que todas as

Lais Faccin: Seus principais trabalhos e uma discussão sobre acessibilidade nos videogames

Por Cássio Xavier Quando falamos no mercado de entretenimento, sempre pensamos em filmes, com bilheterias milionárias e hits de sucesso no mundo da música, mas um dos mercados que não para de crescer é o de games. De acordo com uma pesquisa da Newzoo, focada em análises do mercado gamer, estima-se que o mercado obteve uma receita de US$ 177,8 bilhões mundialmente em 2020. O Brasil já está em 13º lugar no ranking de países que mais consomem esse tipo de mídia, algo em torno de US$ 1,5 bilhão por ano.  Mas em questão de acessibilidade, será que esse mercado bilionário investe o suficiente para tornar seus jogos cada vez mais acessíveis?  Para discutir isso, eu conversei com Lais Faccin, de 26 anos, formada em Letras e que trabalha como streamer de jogos eletrônicos e conteúdo voltado a literatura. Por ser PdC, e conviver diariamente com isso, sua opinião sobre o assunto é muito relevante. Lais conta que teve dificuldades no início do seu trabalho. “Sou PcD e utilizo cadeira de rodas eletrônica devido a minha doença degenerativa muscular. Precisei adaptar todas as minhas atividades para a área online – antes de piorar a saúde, costumava ir a eventos e fazer atividades ao ar livre com frequência”. Toda essa trajetória pessoal e profissional serviu de inspiração para um de seus trabalhos. “Lancei um livro há alguns anos, o ‘Por Que Continua Me Ensinando?’, onde conto sobre minha trajetória com a doença e como fiz para chegar onde estou”.  Uma das maiores dificuldades no início de seus trabalhos na internet, foi em relação aos conhecimentos tecnológicos necessários para começar a produzir, onde saber apenas o básico não era o suficiente. Lais ainda conta que precisou se adaptar para continuar, devido a sua piora de saúde. “Cheguei ao ponto onde mal tenho movimentos, mexo um pouco as mãos, pés e cabeça, mas é isso. As dores físicas e mentais são difíceis de aguentar, mas quero muito continuar até onde for possível.”  Um dos seus projetos atuais é a de streamer na Twitch (Lais_Faccin), onde possui pouco mais de 3 mil seguidores, e trabalha transmitindo jogos, além de conversar com os seus seguidores. Lais conta que, até hoje, sofre com questões de acessibilidade em jogos. “Nos jogos existe certa preocupação em adaptar mecânicas pra quem tem dificuldades, mas a maioria dos desenvolvedores não pensa nisso na hora da produção. Digo isso porque tenho experiência com jogos de várias mídias e são pouquíssimos que possuem qualquer mecânica acessível.” Porém, ela conta que há empresas que se preocupam com isso, e tentam fazer com que seus jogos sejam cada vez mais acessíveis para o público PcD. “Quando penso em acessibilidade em jogo, já lembro de The Last Of Us Parte 2, que chegou a ganhar o The Game Awards de jogo com melhor acessibilidade. Ele realmente é incrível nesse aspecto. Outro jogo que se destaca é The Dark Pictures Anthology: Little Hope.”  Sabendo disso, a AbleGamers, que é uma associação sem fins lucrativos que auxilia a comunidade PcD nos videogames, a presenteou com um kit de acessibilidade para jogos. Ela acrescenta: “É um trabalho incrível. Sempre acompanho as ações deles pelo Twitter. Então eles fizeram esse intermédio entre eu e os desenvolvedores do Kit Adaptativo Xbox e Microsoft. Ganhei um kit completo para fazer review para a internet e repassar essas observações para eles”.  Atualmente, apesar das barreiras, ela mantém seu trabalho como criadora de conteúdo, e já está com um projeto novo ainda relacionado com games. É o jogo ‘Crisálida’, que está com financiamento coletivo no Apoia.se. “Toda a equipe que está trabalhando no jogo é composta por mulheres”, acrescenta.  Link para o projeto: https://apoia.se/crisalida  Por fim, pedi para que Lais nos deixasse uma mensagem, ela diz: “Conheça realidades diferentes que as suas. Não espere a informação cair no seu colo. Pesquise e se importe. E principalmente, dê espaço para a comunidade PcD no seu cotidiano. Assista lives, vídeos e consuma conteúdos produzidos por pessoas com deficiência. Vocês não precisam falar por nós, apenas escutem quando nós falarmos”.

Jorge Rodrigues: Ativismo das pessoas com deficiência nas redes sociais

Por Dimitrius Voliotis A luta pela acessibilidade e pela ocupação de espaços por pessoas com deficiência envolve diversas vias e uma delas, acompanhando outros aspectos sociais que também se digitalizaram, é a internet. Nas mídias sociais, principalmente, há um número crescente de conteúdos sendo disponibilizados, dentre eles filmes e séries em serviços de streaming, música, análises em vídeos, blogs, vlogs e muitos outros que são produzidos por jornalistas, influencers e compartilhados milhares de vezes pelos usuários.  No entanto, uma parcela muito pequena desses conteúdos é pensada para pessoas com deficiência, ou ao menos possui o básico para ser acessível. Assim, a internet nem sempre é o caminho ideal para esse debate, mas por seu alcance e facilidade de propagação de ideias, o ativismo busca levantar discussões e, aos poucos, mudar o cenário. Conversei com Jorge Rodrigues, que é analista de mídias sociais, formado em jornalismo, fotógrafo, ativista e surdo. Além de sua função como analista, Jorge também discute sobre inclusão em suas redes (@jorgesuede), onde possui pouco mais de 3 mil seguidores. “O meu envolvimento no ativismo não foi algo pensado, sabe? Pois eu sempre percebi/notei que as pessoas me viam/tratavam de uma forma muito diferente e era sempre por causa da minha deficiência. Eu busco trazer e pautar discussões, trazer reflexões que sejam convertidas em ações. É esse o meu papel, ou pelo menos o que eu quero que seja.”  O ativismo é presente, mas não se trata da principal ocupação de Jorge que explica sua relação com o jornalismo na crença de “que tinha o potencial para isso. […] Tive oportunidade de fazer estágios em Análise de Mídias e descobri o meu gosto em produzir análises precisas, com sugestões, propostas de melhorias e tal e em paralelo, como eu amava escrever, acabei produzindo textos bacanas sobre o ativismo, sobre ser surdo e sobre a acessibilidade em geral”.  As redes também servem como apoio para a expressão dos hobbies, como a arquitetura e a fotografia, tipos diferentes de arte que acabam se entrelaçando, afinal, o espaço digital deve ser ocupado para quaisquer assuntos, sem esperar que pessoas com deficiência tratem exclusivamente sobre inclusão. “Vivo em uma cidade cosmopolita e, com isso, acaba sendo perceptível as  s. […] Sempre tive gosto em fotografar prédios e ter registros dos detalhes que fazem toda a diferença se visto isoladamente.”  Jorge acrescenta que é preciso haver ainda mais debate, não só entre pessoas com deficiência. “Eu acho que as redes têm dado uma oportunidade das PcD para falarem e um dos assuntos no momento é a acessibilidade, o que torna mais fácil a visibilidade. E acho ótimo que isso esteja acontecendo. Mas no geral, sinto que as pessoas deveriam dar mais atenção e falar mais – ao invés de só ouvir. Porque quanto mais pessoas falarem, mais o assunto é debatido na sociedade como todo.” O jornalista relata que o fato de ser surdo afetou algumas escolhas pessoais e profissionais como decidir onde iria estudar, “se o professor X vai entender e buscar adaptar as aulas ou não, se vou ter emprego decente e com um salário bacana, essas coisas acontecem (infelizmente). E já aconteceu.”  Apesar disso, Jorge busca não se abalar e segue com projetos em favor da  inclusão como o “Manual de Acessibilidade para Redes Sociais: Um guia de como deixar as redes sociais acessíveis para as pessoas com deficiência”. Em uma linguagem objetiva e didática, o guia traz os principais pontos a serem observados para a publicação de posts, incluindo descrição de imagens e legendas para vídeos.  Quando perguntado sobre dicas para criadores de conteúdo, aconselhou: “tornar o seu conteúdo/seu trabalho mais acessível, busque legendar os vídeos, stories, buscar tornar o ambiente onde você trabalha inclusivo para os surdos, entender como podem fazer para que eles possam querer trabalhar e evoluir com vocês.”  O ambiente de trabalho também aparece como um fator desmotivador em alguns casos, fazendo, inclusive, com que as pessoas desistam de certas áreas, como a comunicação. “Muitos dos publicitários surdos que eu conheço não atuam mais porque crêem que o meio nunca pensa na acessibilidade e em mudar as coisas. Eu mesmo sofro com as limitações que as pessoas impõem sem perceber.”  A falta de uso da Língua Brasileira de Sinais por parte da maioria das pessoas é, de acordo com Jorge, um dos pontos que o traz mais dificuldade em conversas no ambiente corporativo. “Com a Libras, a comunicação flui bem melhor, isso é indiscutível e sem isso, fica difícil de compreender algumas coisas mais profundas.” Por fim, pedi a Jorge que sugerisse conteúdos, filmes, séries, que tragam representatividade às pessoas com deficiência e debates sobre inclusão e foram lembrados a série americana Switched at Birth e o longa ucraniano Plemya, que “dispensa legenda, até porque o foco é o visual.” O jornalista citou ainda algumas figuras públicas atuantes nas redes como Thaisy Paso, Gui Fernandes, Leo Castilho, Leo Viturinno e Christine Sun Kim, artista alemã que possui trabalhos voltados para a cultura surda, além dele mesmo, é claro.