Por Gabrielle Machado

Reality shows, os queridinhos da televisão mundial, começaram a fazer sucesso no começo dos anos 2000 e hoje atrai milhões de visualizações nas maiores plataformas de streaming. Com seus programas ao vivo, provas e barracos, a falta de acessibilidade nesse gênero televisivo tem começado a gerar debates ao longo da internet.

Quando falamos de inclusão, falamos no ato de incluir, acrescentar, adicionar coisas ou pessoas em núcleos que antes não faziam parte, como por exemplo esportes paraolímpicos, audiodescrição, closed caption. No BBB 21, tiveram duas situações que trouxeram à tona tal debate: a torção do tornozelo do participante Caio e o deslocamento de ombro de outro participante, o Arthur. Ambos os participantes foram impossibilitados de participar de certas provas devido a seus ferimentos e, no caso de Caio, nem acesso a uma cadeira na hora do banho lhe foi permitido no começo.

No entanto, não é só dentro da casa mais vigiada do Brasil que sentimos a falta de inclusão, mas também fora dela ao não ter disponível audiodescrição para telespectadores com deficiência visual e falta de closed caption no Pay Per View e Globoplay. Isso faz com que muitos PCDs (Pessoas Com Deficiência) acompanhem o programa pelas redes sociais, principalmente pelo Twitter e Telegram.

No podcast “BBB e Pessoas com Deficiência”, de RodaCast, o tetraplégico Dôdi comenta sobre como seria uma casa adaptada para PCDs sobre as interações e quebra de tabus tão presentes em nossa sociedade. Dôdi ainda comenta que a inclusão e acessibilidade é um direito, então por que não usamos isso em um dos programas de maior visibilidade atualmente?

Por mais que ainda exista um longo caminho pela frente, no programa do dia 1º de fevereiro de 2022, um apresentador falou pela primeira vez em Libras com uma participante. Esse marco histórico ficará para sempre na memória daqueles que, pela primeira vez, puderam assistir ao vivo um programa do BBB.