Por Pietra Inoue

Já há algum tempo temos visto maior representatividade na indústria cinematográfica. Mais atores neurodivergentes, com diferentes tipos de deficiências, sejam elas físicas ou intelectuais, têm ganhado espaço no mundo dos filmes e séries, trazendo com eles uma bagagem de conhecimento grande sobre essas comunidades .

Dia 08 de fevereiro, o Oscar, grande premiação da indústria cinematográfica, divulgou a lista dos indicados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, e, entre eles, está Troy Kotsur, indicado na categoria “Melhor ator coadjuvante” pelo seu papel em No Ritmo do Coração”. Troy Kotsur é um ator surdo estadunidense, e, é também, o primeiro artista surdo a ser indicado para o prêmio na sua respectiva categoria.

Ainda sobre a representação da comunidade surda em grandes premiações, temos Marlee Matlin, uma atriz também estadunidense, surda desde os seus 18 meses. Marlee é membra da Associação Nacional dos Surdos, e foi vencedora do Oscar de “Melhor Atriz” em 1987, pelo seu protagonismo no filme “Children of a Lesser God”, ela foi a primeira e única atriz a atingir tal feito.

São pequenos avanços como esses, começando na escalação de atores com deficiências, que leva essas minorias até patamares mais altos, onde eles não deveriam batalhar para estar, como, por exemplo, indicações em premiações tão famosas, que, com toda certeza, abrirão cada vez mais portas para essas pessoas realizarem os seus mais profundos sonhos.