TRIO CINEMA: tecnologia assistiva na democratização do acesso à sétima arte

O lançamento do aplicativo traz uma nova perspectiva acerca da acessibilidade diante da vivência cinematográfica.

Por Andreza Pereira e Douglas Ferreira.


       O avanço constante da tecnologia tem permitido que cada vez mais pessoas tenham acesso a conteúdos audiovisuais e culturais. Hoje em dia, aplicativos como o TRIO, desenvolvido pela ShowCase, permitem uma experiência personalizada, adaptada às necessidades de cada usuário em eventos e outros espaços culturais. Pensando nisso, recentemente foi desenvolvido o TRIO CINEMA, uma nova plataforma criada especialmente para aprimorar a experiência no ambiente cinematográfico.

       Nathan Florencio, desenvolvedor da ShowCase e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo, explica que o TRIO CINEMA conta com interface mais escura, o que facilita o uso em ambientes com pouca luz, como, por exemplo, uma sala de cinema. Além disso, o TRIO CINEMA foi desenvolvido com “Framework Expo”, uma base pronta que funciona como um “kit de ferramentas” e oferece funções que incluem bibliotecas de internet, gerenciamento de arquivos do celular, roteamento das telas e entre outras funcionalidades. Na prática, isso tornou o processo de desenvolvimento mais ágil e simples.

       Em relação à navegabilidade, a plataforma possui uma aba que mostra os últimos arquivos de acessibilidade baixados. Após 24 horas da instalação, todo o material é excluído automaticamente, visando não ocupar tanta memória do usuário final. A audiodescritora Ana Beatriz Ramos comenta que o aplicativo é simples e de uso intuitivo:

“Após sincronizar a sua acessibilidade com o início do filme, caso seja necessário sair e retornar à sala por algum motivo, é possível sincronizar novamente de forma rápida, sem perder o plot.”

       Em suma, para além do acesso ao entretenimento, o TRIO ajuda o cinema a desempenhar um papel fundamental na redução de abismos sociais, democratizando esses espaços. No entanto, Ana conclui afirmando que o setor precisa seguir investindo em suporte técnico e assumir a responsabilidade pela oferta de recursos inclusivos:

     “Em um país marcado pela desigualdade social, o cinema deve oferecer equipamentos de acessibilidade, com o objetivo de acolher aqueles que não possuem acesso por meio de aparelhos celulares”, afirma a especialista. Para ela, a união de esforços é o único caminho para que a cultura audiovisual alcance todos os brasileiros.

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