Por Pietra Inoue

Não é de hoje que o debate sobre acessibilidade vem crescendo na nossa sociedade. A acessibilidade é um assunto que está sendo abordado cada vez mais no dia a dia, seja sobre como melhorar a inclusão de pessoas com deficiências físicas ou intelectuais ou como facilitar a vida e a convivência delas em um mundo que não era prioritariamente acessível.

Sendo esse assunto tão recorrente nos dias atuais, é cada vez mais importante conscientizar as pessoas sobre as chamadas “doenças ocultas”, que são, nada mais nada menos do que doenças que não podem ser percebidas ao primeiro ver, diferente de deficiências físicas, por exemplo, que são facilmente notadas. Dentro do leque de doenças ocultas, temos, por exemplo, síndrome de Tourette, autismo, ansiedade e algumas fobias. 

O principal fator que caracteriza tais doenças como ocultas, é o fato de elas serem, em sua maioria, transtornos sociais, ou seja, transtornos que atuam na interação social dos portadores com outros indivíduos. A importância da conscientização da sociedade sobre essas doenças e como reconhecê-las, se dá porque, situações, por exemplo, que envolvam multidões ou uma grande concentração de pessoas, já tendem a ser muito estressantes, e para alguém com deficiências ocultas, tais situações podem facilmente desencadear uma crise, que pode ser nociva, tanto para a própria pessoa como para os que estão a sua volta.

Já existem símbolos  que são usados especificamente para identificar algumas doenças e transtornos, e a importância em saber identificá-los é exatamente para poder prevenir qualquer acidente, uma vez que, quando percebida, a pessoa portadora de uma deficiência oculta pode receber o auxílio correto em uma situação de emergência, evitando situações que podem ser graves e até fatais para todos os envolvidos.