Inverno acessível: como cuidar do corpo e da mente nos dias frios

Entenda como a estação pode impactar pessoas com deficiência e confira sugestões de passeios culturais acessíveis para aproveitar o mês de julho. Por: Manuela Mineiro. No dia 21 de junho de 2026, às 05h24 da manhã, iniciou-se o inverno no Hemisfério Sul. A estação se mantém até o dia 22 de setembro, às 21h05. Caracterizado pela queda acentuada das temperaturas, pelos dias mais curtos e pelas noites mais longas, o período também exige atenção redobrada à saúde, especialmente para pessoas com deficiência que convivem com dores crônicas ou limitações de mobilidade. O blog “Freedom” publicou uma matéria explicando a relação entre o frio e o aumento de desconfortos físicos, além de apresentar dicas para pessoas cadeirantes durante a estação. Segundo a publicação, “As baixas temperaturas contribuem para os problemas relacionados à circulação sanguínea. Essa condição afeta muitas pessoas, mas quem usa cadeira de rodas necessita de mais atenção”. O doutor Marcelo Valadares, neurocirurgião funcional especialista no tratamento da dor e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Unicamp, relatou como o clima também pode afetar o humor, intensificando a dor, em entrevista ao portal “Diário PCD”, na matéria “Frio e dor crônica: entenda por que o inverno pode piorar os sintomas e como aliviar“. Segundo o especialista, “O frio desencadeia alterações no sono e no humor, favorecendo quadros de insônia, ansiedade e depressão, que estão diretamente ligados à percepção e intensificação da dor”, explica. Já para preservar o bem-estar emocional durante os meses mais frios e prevenir quadros de ansiedade e depressão, o psiquiatra Miguel Ângelo Boarati destaca a importância de manter atividades prazerosas no dia a dia. Em entrevista ao site “Cuidados Pela Vida”, o médico afirma: “Buscar atividades prazerosas (esporte, arte e lazer), ter satisfação no trabalho e cultivar bons relacionamentos são coisas fundamentais”. Pensando nisso, reunimos algumas programações culturais, acessíveis e realizadas em ambientes fechados para ajudar a aquecer o coração durante o mês de julho: Surrealismos: Arte para Além da Razão: Localizada na nova sede da Pinakotheke (um casarão histórico em Higienópolis), esta exposição gratuita reúne grandes nomes internacionais, incluindo obras de Salvador Dalí, com visitas mediadas em Libras, áreas com esculturas táteis e educadoras preparadas para mediação sensorial. A exposição ficará disponível até 15 de agosto. Masp e a Arte Latina: O museu dedica o ano à cultura latino-americana. Destaque para as mostras das argentinas La Chola Poblete e Claudia Alarcón, além do coletivo Silät. As grandes exposições do museu contam com QR codes que direcionam para conteúdos em vídeo com legendagem, interpretação em Libras e audiodescrição. A exposição ficará até 2 de agosto e a retirada de ingressos é feita pelo site do MASP. PCD e um acompanhante entram de graça todos os dias. Museu da Inclusão e o Paradesporto: O espaço celebra as conquistas históricas do paradesporto nacional. Destaque para a exposição “CTPB 10 anos“, que reúne registros, vídeos, painéis e depoimentos sobre a trajetória do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. A mostra fica em cartaz em julho de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na sede da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), dentro do Memorial da América Latina, e as informações de visitação gratuita podem ser checadas no portal do Governo de São Paulo. Pinacoteca de São Paulo: “Experiências com Arte desde 1968”: Localizada no edifício da Pina Contemporânea (com fácil acesso ao lado do Parque da Luz), esta vibrante exposição interativa reúne instalações lúdicas e coloridas, com recursos de acessibilidade universal que incluem piso tátil, audiodescrições completas e videoguias em Libras acessados via QR codes. A exposição ficará disponível até 18 de outubro e a reserva de ingressos (gratuitos aos sábados) é feita pelo site da Pinacoteca de São Paulo.
Jogos Paralímpicos de Inverno retornam à Itália em 2026 com recorde de atletas brasileiros

O Brasil chega aos Jogos de Inverno na Itália com sua maior participação da história, somando oito atletas. Seis décadas após a primeira edição, os Jogos Paralímpicos voltam ao seu país de origem, a Itália, desta vez nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, que receberão delegações de diversos países entre os dias 6 e 15 de março. Ao todo, serão seis modalidades. Duas delas contarão com a participação de atletas brasileiros: Esqui Cross-Country e Snowboard. O Esqui Cross-Country é uma prova de resistência em longas distâncias na neve, enquanto o Snowboard reúne provas de velocidade e técnica em descidas. Segundo reportagem do Globo Esporte, por conta da evidente distinção climática, grande parte dos treinos dos atletas brasileiros acontece fora do Brasil, em centros de neve, ou em treinos específicos no país usando roller skis, que simulam o esqui em asfalto e ajudam na preparação física e técnica quando não há neve disponível. Essa adaptação permite que os atletas mantenham o alto nível de desempenho, mesmo diante das limitações de infraestrutura, garantindo que cheguem às competições prontos para competir nas pistas oficiais. As Paralimpíadas surgiram visando reabilitar soldados feridos durante a Segunda Guerra Mundial e, com o tempo, evoluíram para um movimento esportivo internacional muito maior, no qual tem como intuito promover a inclusão de pessoas com deficiência. A primeira edição do evento ocorreu em 1960, na capital da Itália, Roma, reunindo 23 países que competiram em oito modalidades. Ao longo dos anos, foram incluídos outros tipos de deficiência, como, por exemplo, física, visual e intelectual, o que contribuiu para o aumento do número de atletas e países ao longo das edições, consolidando a importância do evento no cenário esportivo internacional. Este ano, o Brasil entra na competição com um número recorde de oito atletas convocados, sendo eles: Esqui Cross-Country: Aline Rocha e Elena Regina (feminino); Cristian Ribera, Guilherme Cruz Rocha, Robelson Lula e Wellington da Silva (masculino).Snowboard: Vitória Machado (feminino) e André Barbieri (masculino). A marca histórica do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno evidencia o progresso técnico dos atletas, o fortalecimento das políticas de inclusão e o crescimento do esporte no país, consolidando uma base sólida para que futuras gerações alcancem ainda mais destaque no cenário internacional.